PARENTAL

Carta do Fundador

Carta do fundador Thomaz Franzese (ONG PARENTAL) explica que a instituição nasceu da dor, não da vocação, para dar voz ao amor paterno quando a própria justiça silencia.

logo parental

Pela infância, pela verdade e pelo direito de amar sem medo

Eu não fundei a PARENTAL por conveniência.

Não foi estratégia. Não foi vaidade institucional. Não foi projeto de imagem.

Eu fundei a PARENTAL porque a urgência me alcançou.

“Quando a justiça demora a escutar, a presença precisa encontrar voz.” Thomaz Franzese — Fundador da ONG PARENTAL

Fundei porque vi uma dor que não cabia mais no silêncio.

Vi crianças sendo colocadas no centro de guerras que não escolheram.

Vi vínculos sendo destruídos lentamente.

Vi pais e mães sendo afastados da vida dos filhos não pela falta de amor, mas pela força de narrativas, manipulações, omissões, falsas versões, processos mal conduzidos e decisões que, muitas vezes, chegam tarde demais.

A PARENTAL nasceu quando entendi que certas dores, quando ignoradas, deixam de ser apenas individuais.

Elas se tornam sociais.

Elas atravessam famílias, escolas, audiências, laudos, mensagens não respondidas, aniversários vazios, chamadas recusadas, visitas frustradas e infâncias interrompidas.

A alienação parental é uma violência silenciosa

A alienação parental é difícil de explicar porque, muitas vezes, ela não sangra.

Ela não deixa marcas visíveis no corpo.

Mas deixa ausências profundas na memória.

Ela aparece quando a criança passa a desconfiar de quem a ama.

Aparece quando o afeto vira suspeita.

Aparece quando o genitor presente é transformado em ameaça sem prova.

Aparece quando a convivência é sabotada.

Aparece quando uma criança aprende que amar um dos pais pode gerar culpa, punição ou rejeição.

Essa é uma das faces mais cruéis da alienação parental:

ela ensina a criança a dividir o próprio coração.

Ela não destrói de uma vez.

Ela desgasta.

Ela não grita sempre.

Ela sussurra todos os dias.

Ela não apaga apenas uma pessoa.

Ela apaga uma história inteira.

O tempo não devolve a infância perdida

Quando um vínculo é destruído, o tempo não devolve automaticamente o que foi perdido.

O tempo passa.

E, se nada for feito, ele passa por cima da infância, da memória, da confiança e da possibilidade de reconexão.

Eu vi pais à margem da vida dos filhos tentando provar o óbvio:

amar não é crime.

conviver não é ameaça.

querer estar presente não deveria ser tratado como desvio.

Vi crianças carregando culpas que não eram suas.

Vi adultos tentando sobreviver emocionalmente enquanto eram apagados da rotina, das decisões, das datas importantes e da história dos próprios filhos.

A dor do genitor alienado não é apenas saudade.

É impotência institucionalizada.

É ver a infância do filho passar por uma janela fechada.

É assistir à própria história sendo reescrita por terceiros.

É ser obrigado a provar amor em um ambiente onde a ausência fabricada parece valer mais do que a presença real.

E a dor da criança alienada não é apenas confusão.

É conflito de lealdade.

É medo de amar.

É perda de referência.

É crescer tentando sobreviver entre versões incompatíveis do próprio mundo.

A PARENTAL nasceu para interromper esse ciclo

A PARENTAL nasceu para ser ponte onde construíram muros.

Para ser voz onde impuseram silêncio.

Para ser método onde havia desespero.

Para ser rede onde havia isolamento.

Para transformar dor em ação.

Informação em estratégia.

Ausência em presença.

Silêncio em prova.

Desespero em caminho.

Aqui, nós acolhemos.

Nós escutamos.

Nós orientamos.

Nós organizamos.

Nós fortalecemos.

E, quando necessário, nós enfrentamos.

Com responsabilidade.

Com prova.

Com técnica.

Com coragem.

Nossa luta não é contra mães ou pais

A PARENTAL não existe para alimentar guerras entre adultos.

Existe para proteger crianças.

Não existe para atacar mães.

Não existe para atacar pais.

Existe para defender vínculos saudáveis.

Existe para lembrar que criança não é troféu.

Não é escudo.

Não é instrumento de vingança.

Não é moeda emocional.

Não é peça de processo.

Não é território de disputa.

Criança é sujeito de direito.

E todo sujeito de direito merece crescer com verdade, segurança, afeto e pertencimento.

Proteção verdadeira exige responsabilidade

A PARENTAL respeita profundamente toda legislação criada para proteger vítimas reais de violência.

Medidas protetivas, denúncias legítimas e instrumentos de proteção devem ser preservados, levados a sério e aplicados com rigor.

Mas também é preciso ter coragem para dizer:

qualquer instrumento jurídico, quando distorcido, pode produzir injustiça.

Proteger vítimas reais e impedir abusos processuais não são objetivos opostos.

São deveres do mesmo sistema de justiça.

Nenhuma criança deve ser exposta a risco.

Nenhum genitor deve ser afastado sem fundamento.

Nenhuma acusação grave deve ser banalizada.

Nenhuma denúncia legítima deve ser silenciada.

Nenhum vínculo saudável deve ser destruído por manipulação.

Essa é a linha ética da PARENTAL.

Para quem está sendo apagado

Se você está lendo este manifesto, talvez esteja vivendo algo que ninguém deveria enfrentar.

Talvez esteja sendo apagado aos poucos.

Talvez esteja tentando manter a própria sanidade enquanto precisa provar que ainda existe na vida do seu filho.

Talvez esteja cansado de explicar uma dor que poucos compreendem.

Talvez esteja tentando não esquecer o som de uma risada, o peso de um abraço, uma rotina interrompida, uma história que tentaram arrancar de você.

Então eu quero que você saiba:

você não está sozinho.

A PARENTAL não promete soluções mágicas.

Não promete atalhos.

Não promete vitórias fáceis.

O que oferecemos é mais sério:

presença, clareza, orientação, responsabilidade e compromisso.

Porque ajudar não é apenas consolar.

Ajudar é organizar caminhos.

Ajudar é devolver linguagem a quem foi silenciado.

Ajudar é transformar sofrimento em ação possível.

Ajudar é proteger a infância antes que o dano se torne permanente.

Nossa trincheira é ética

A PARENTAL é uma trincheira.

Mas não para ampliar a guerra.

É uma trincheira ética.

Uma trincheira pela infância.

Pela verdade.

Pela convivência familiar saudável.

Pelo direito de crianças amarem sem medo.

Pelo direito de pais e mães verdadeiramente presentes não serem apagados por manipulação, mentira ou abuso de processo.

Amar não é crime.

Ser pai presente não é ameaça.

Ser mãe presente não é ameaça.

Vínculo não é arma.

Criança não é escudo.

Infância não é território de vingança.

A PARENTAL existe para devolver nome a quem virou número.

Para devolver voz a quem foi desacreditado.

Para devolver direção a quem foi deixado no escuro.

Para lembrar que o amor parental saudável é parte da dignidade humana.

E que nenhuma criança deveria crescer amputada da própria história.

Esta é a nossa causa

Nós lutamos para que nenhuma criança seja obrigada a escolher entre amar e sobreviver emocionalmente.

Lutamos para que nenhuma ausência fabricada seja confundida com abandono.

Lutamos para que nenhuma narrativa substitua a verdade.

Lutamos para que nenhuma infância seja sacrificada pela vingança de adultos.

Lutamos para que a justiça escute antes que seja tarde.

Lutamos porque presença importa.

Lutamos porque vínculo é vida.

Lutamos porque infância não espera.

Com coragem, responsabilidade e presença,

Thomaz Franzese

Fundador da ONG PARENTAL