Mulher some com filha após perder guarda em SP; pai busca Katherine desde 2019
Caso Katherine: pai de Santos afirma que não vê a filha desde a inversão da guarda em 2019. Reportagens citam busca e apreensão, inquérito policial e suspeita de alienação parental.
Esta matéria reúne informações publicamente noticiadas e registros processuais públicos/agregados. Não há imputação de culpa, condenação ou juízo definitivo contra qualquer pessoa mencionada. Dados sensíveis, endereços e documentos pessoais foram omitidos por proteção à criança e aos envolvidos.
Índice do Guia
- 1. O desaparecimento que chocou Santos: o que aconteceu com Katherine?
- 2. As tentativas frustradas de busca e apreensão
- 3. O histórico familiar: um relacionamento breve e uma separação precoce
- 4. A suspeita de alienação parental
- 5. A doença misteriosa: miopatia mitocondrial
- 6. A decisão judicial que mudou tudo
- 7. O paradeiro dos avós maternos
- 8. O inquérito policial e a subtração de incapaz
- 9. A advogada da mãe também desapareceu
- 10. O impacto emocional no pai
- 11. A repercussão na mídia nacional
- 12. As variações de nome e a importância da indexação
- 13. O que diz a legislação sobre subtração de incapaz
- 14. O papel do Judiciário e as falhas na execução
- 15. O que se sabe sobre o paradeiro de Katherine até hoje
- 16. O apelo do pai: “Ela vai precisar de todo mundo”
- 17. Conclusão: um caso que expõe as falhas do sistema
- 18. Informações para contato
- 19. Títulos SEO alternativos
- 20. Slug SEO sugerido
- 21. Tags SEO sugeridas
- 22. FAQ SEO
1. O desaparecimento que chocou Santos: o que aconteceu com Katherine?
Em setembro de 2019, o litoral paulista foi sacudido por uma história que reunia todos os elementos de um drama familiar extremo: uma criança de apenas 5 anos, uma decisão judicial de inversão de guarda, uma mãe que desaparece com a filha e um pai desesperado que, até hoje, busca respostas.
O comerciante Dikran Djrdrjan, de 41 anos, morador de Santos, obteve na Justiça a guarda de sua filha Katherine em março de 2019. A decisão, proferida em segunda instância pelo desembargador Alexandre Marcondes, da 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), inverteu a guarda que até então estava com a mãe, Kaline Santos Caruso.
O problema? Desde que a mãe foi notificada da decisão, Katherine simplesmente desapareceu — levada pela genitora, que também sumiu.
O caso correu em segredo de Justiça por cerca de quatro anos. Foi somente após a repercussão na imprensa que o pai conquistou o direito de usar as redes sociais para buscar informações sobre o paradeiro da filha.
2. As tentativas frustradas de busca e apreensão
Segundo o pai, desde que a Justiça decidiu pela inversão da guarda e a mãe foi notificada, já foram realizadas pelo menos três tentativas de busca e apreensão. Em nenhuma delas, porém, a polícia conseguiu localizar a menina.
As investigações da Polícia Civil são conduzidas pelo 7º Distrito Policial (Gonzaga), em Santos, e são mantidas em sigilo. O pai elogiou o trabalho da equipe e afirmou estar recebendo “total apoio”.
O envolvimento de detetives particulares
Diante da ineficácia das buscas oficiais, o caso ganhou um novo capítulo em outubro de 2019: detetives particulares entraram espontaneamente na investigação.
Segundo o Diário do Litoral, duas empresas de investigação particular procuraram Dikran na segunda quinzena de setembro, após a divulgação nacional do caso. Os detetives passaram a atuar “de forma espontânea, colaborando veementemente”.
O pai fez um apelo público: “Qualquer lugar que você tenha visto eles denuncie para a polícia, denuncie para as mídias, mande recado nas mídias para mim. O importante é fazer uma transição bem calma. Talvez a família materna precise de ajuda também. Ela (Katherine) vai precisar de todo mundo”.
As denúncias podem ser feitas anonimamente pelos telefones 3284-3086 (7º DP) ou 181 (Disque-Denúncia).
3. O histórico familiar: um relacionamento breve e uma separação precoce
A história de Katherine começa com um breve relacionamento entre Dikran e Kaline, que resultou em gravidez e, posteriormente, em casamento.
O casal se separou em 2015, quando a menina tinha apenas 7 meses de idade. Desde então, o pai alega ter enfrentado uma batalha constante para manter contato com a filha.
A última vez que Dikran viu Katherine
A última vez que Dikran esteve com a filha foi há cerca de um ano e meio antes do desaparecimento, em uma tentativa de visita que durou apenas 15 minutos.
O encontro foi conturbado: a mãe não permitia que ele ficasse perto de Katherine. “Há mais de quatro anos ela não me permite conviver direito com a minha filha, e agora ela sumiu”, desabafou o pai.
4. A suspeita de alienação parental
O caso também foi analisado publicamente sob a ótica da alienação parental — um dos temas mais delicados e controversos do Direito de Família brasileiro.
A alienação parental ocorre quando um dos genitores manipula a criança para que ela rejeite o outro genitor, interferindo negativamente na formação do vínculo afetivo. É considerada uma forma de abuso emocional infantil.
De acordo com reportagens, a advogada de Dikran, Luciana Santos de Almeida, afirmou que a mãe da criança teria sido declarada alienadora parental nos autos antes mesmo da inversão da guarda.
O que se vê, no relato do pai, é um padrão clássico de alienação parental:
- Impedimento sistemático de visitas;
- Controle sobre informações médicas;
- Alegações infundadas de doença grave;
- Descumprimento de ordens judiciais;
- Criação de um ambiente de hostilidade em relação à figura paterna.
A advogada consultada pelo G1 explicou que impedir a convivência da criança com um dos genitores, afastar o pai ou a mãe da vida familiar e interferir na formação do vínculo afetivo são elementos relevantes em uma análise de alienação parental.
5. A doença misteriosa: miopatia mitocondrial
Um dos pontos centrais da disputa judicial envolveu alegações sobre a saúde de Katherine.
Segundo Dikran, após descobrir a gravidez, a mãe passou a ter restrições médicas e desenvolveu fobia por tratamento. Ela passou a alegar que a criança sofria de miopatia mitocondrial — uma doença genética rara que pode causar perda auditiva, convulsões, problemas cardíacos e respiratórios.
O pai afirma que a mãe dizia ter “total conhecimento do caso” porque a mesma doença teria causado a morte de seu irmão.
A recusa em realizar exames
O problema, segundo Dikran, é que ele nunca foi autorizado a acompanhar consultas médicas ou a realizar exames que comprovassem a doença.
“Depois do nascimento, não me permitia acompanhar no pediatra nem fazer exames que comprovassem a doença. Ela falava coisas que eu não percebia, a criança não tinha sintoma nenhum”, explicou o pai.
A mãe chegou a alegar que a criança precisava de tratamento médico fora do país, o que levou o caso ao âmbito judicial.
Para comprovar a doença, Katherine deveria ser submetida a perícia médica. No entanto, a mãe desobedeceu reiteradamente as ordens judiciais que determinavam a realização do procedimento.
Foi exatamente esse descumprimento reiterado que resultou na inversão da guarda em favor do pai.
6. A decisão judicial que mudou tudo
Em 27 de março de 2019, o desembargador Alexandre Marcondes, da 3ª Câmara de Direito Privado do TJSP, proferiu a decisão que inverteria a guarda de Katherine.
O fundamento foi claro: a mãe vinha “reiteradamente desobedecendo ordens judiciais” e “frustrando a realização de perícia médica” para avaliação da saúde da menor.
O desembargador também observou que as multas aplicadas pelo descumprimento não surtiram o efeito esperado e que a mãe deixou de comprovar a situação.
A decisão deferiu a “antecipação da tutela recursal”, invertendo a guarda da menor e autorizando, desde já, a busca e apreensão da criança.
Mas a decisão, que deveria garantir o reencontro entre pai e filha, acabou se tornando o gatilho para o desaparecimento.
7. O paradeiro dos avós maternos
As investigações também se voltaram para os avós maternos de Katherine.
Eles moravam em uma casa na Rua República Argentina, na Pompéia, em Santos, juntamente com a filha e a neta. Porém, não foram mais vistos na cidade recentemente.
O avô materno, um podólogo e fisioterapeuta, não foi mais visto no consultório em que atuava, na Avenida Ana Costa, no Gonzaga.
Segundo o Diário do Litoral, a Polícia Civil o intimou por diversas vezes para depoimentos, mas ele nunca compareceu. Quando foi alvo de uma ordem de condução coercitiva, no segundo semestre de 2019, ele já não exercia mais atividades no consultório. Por conta disso, foi registrado um Termo Circunstanciado (TC) de desobediência.
8. O inquérito policial e a subtração de incapaz
O caso também teve reflexos na esfera criminal.
O processo nº 1503005-55.2019.8.26.0562, no Foro de Santos, aparece vinculado a um inquérito policial. Embora alguns registros classifiquem o assunto como “Estelionato”, uma publicação judicial indicou que o inquérito foi instaurado para apurar subtração de incapaz — crime previsto no art. 249 do Código Penal.
Há também referência a um incidente cautelar criminal sigiloso vinculado ao inquérito, com menção a diligências investigativas e pedido de quebra de sigilo em apartado.
Isso demonstra que as autoridades trataram a localização da criança como um tema sensível e de alta prioridade investigativa.
9. A advogada da mãe também desapareceu
Um detalhe que chama a atenção é que a advogada que defendia a mãe no caso também está desaparecida.
Ela não quis comentar o caso quando procurada pelo G1. Segundo o portal OCP News, a advogada “também está desaparecida”.
Esse fato adiciona uma camada de mistério ao caso e sugere que a mãe pode ter recebido orientação jurídica para sumir com a criança — ou que a própria advogada tenha sido envolvida na fuga.
10. O impacto emocional no pai
Dikran descreve seu sentimento como de “desamparo”.
“A Justiça fez todo o procedimento correto, mas levou mais de quatro anos para identificar tudo isso. Agora, tenho sentido mais apoio da sociedade e dos órgãos competentes, o que mais dá um alívio. Mas ainda tenho um sentimento de vazio, de ter uma filha e não a conhecer direito, não saber do que ela gosta, coisas pequenas do dia a dia”, desabafou.
Em outra entrevista, ele completou: “Tenho um sentimento de vazio, de ter uma filha e não a conhecer direito, não saber do que ela gosta, coisas pequenas do dia a dia”.
O pai também revelou que, no início do processo, a mãe fazia “diversas alegações sobre mim, de agressões e má conduta”. Foram realizadas 16 sessões de avaliação para tentar uma reconciliação.
11. A repercussão na mídia nacional
O caso de Katherine teve repercussão nacional em setembro de 2019.
Veículos como G1, Metrópoles, CBN, Revista Claudia, Diário do Litoral, Gazeta de São Paulo e OCP News noticiaram o desaparecimento.
A comoção pública foi grande, e o pai passou a espalhar fotos da menina nas redes sociais para tentar obter informações.
12. As variações de nome e a importância da indexação
Um aspecto crucial para a busca do caso é a variação na grafia dos nomes.
A criança aparece em registros públicos como:
- Katherine Ludke Caruso Djrdrjan
- Katherine Ludke Caruzo Djrdrjan
A diferença entre “Caruso” e “Caruzo” pode decorrer de erro de cadastro, indexação ou transcrição.
O pai é encontrado como:
- Dikran Djrdrjan
- Dikran Djrdjan
- Dikran Djrdjran
- Dikran Djrdjrian
A mãe é identificada como:
- Kaline Santos Caruso
- Kaline Ludke Santos Caruso
- Kaline Santos Karuso
O sobrenome “Ludke” é especialmente relevante porque aparece associado tanto à criança quanto, em registros posteriores, à genitora.
Para quem busca informações sobre o caso, é essencial considerar todas essas variações em mecanismos de busca, redes sociais e bases de dados públicas.
13. O que diz a legislação sobre subtração de incapaz
A subtração de incapaz é crime previsto no art. 249 do Código Penal Brasileiro:
“Art. 249 – Subtrair menor de dezoito anos ou interdito, ao poder de quem o tem sob sua guarda, inobservância das formalidades legais: Pena – detenção, de um a três anos.”
No caso de Katherine, a mãe, ao não entregar a criança após a decisão judicial que determinava a guarda ao pai, pode ter incorrido nesse tipo penal.
Além disso, a Lei 12.318/2010, que trata da alienação parental, prevê medidas como:
- Advertência ao alienador;
- Ampliação do regime de convivência familiar em favor do genitor prejudicado;
- Fixação de multa;
- Alteração da guarda para guarda compartilhada ou unilateral em favor do genitor prejudicado.
No caso de Katherine, a inversão da guarda já havia sido decretada — mas a execução da decisão foi frustrada pelo desaparecimento.
14. O papel do Judiciário e as falhas na execução
Uma das críticas implícitas no caso diz respeito à demora do Judiciário e à dificuldade de execução das decisões.
O pai afirma que a Justiça levou “mais de quatro anos” para identificar tudo o que precisava ser identificado. Enquanto isso, a mãe foi “driblando” as determinações judiciais.
O caso expõe uma fragilidade do sistema: mesmo quando a decisão judicial é correta e fundamentada, sua efetivação depende da localização da criança. Se a genitora desaparece, o Judiciário fica impossibilitado de cumprir sua própria ordem.
15. O que se sabe sobre o paradeiro de Katherine até hoje
Até o momento da publicação desta matéria, não há informações oficiais sobre o paradeiro de Katherine, da mãe ou dos avós maternos.
O caso permanece em aberto, e qualquer informação deve ser encaminhada exclusivamente às autoridades competentes.
Não se recomenda abordagem direta, exposição de terceiros ou divulgação de dados pessoais sensíveis.
16. O apelo do pai: “Ela vai precisar de todo mundo”
O pai de Katherine fez um apelo que resume a angústia de quem perdeu uma filha para o sistema:
“Qualquer lugar que você tenha visto eles denuncie para a polícia, denuncie para as mídias, mande recado nas mídias para mim. O importante é fazer uma transição bem calma. Talvez a família materna precise de ajuda também. Ela (Katherine) vai precisar de todo mundo”.
17. Conclusão: um caso que expõe as falhas do sistema
O caso de Katherine Ludke Caruso Djrdrjan é um retrato dramático das falhas do sistema de Justiça brasileiro em casos de disputa de guarda e alienação parental.
Ele mostra que:
- A decisão judicial correta não garante a execução;
- A morosidade processual pode beneficiar o descumpridor;
- A subtração de incapaz é uma realidade que o sistema ainda não conseguiu conter;
- A alienação parental, quando não coibida a tempo, pode levar a situações extremas;
- A criança, no centro do conflito, é a principal vítima.
Enquanto Katherine não for encontrada, o caso continuará sendo um símbolo da dor de pais que perdem seus filhos para o sistema — e um alerta para a necessidade de reformas que garantam a efetividade das decisões judiciais em matéria de infância e juventude.
18. Informações para contato
Qualquer informação sobre o paradeiro de Katherine, Kaline Santos Caruso ou dos avós maternos deve ser comunicada às autoridades:
- 7º Distrito Policial (Gonzaga) – Santos/SP: (13) 3284-3086
- Disque-Denúncia: 181 (anonimato garantido)
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22. FAQ SEO
Quem é Katherine Ludke Caruso Djrdrjan?
Katherine é uma criança que, aos 5 anos, desapareceu com a mãe em Santos/SP após o pai obter judicialmente sua guarda em março de 2019.
O que aconteceu com Katherine?
A mãe, Kaline Santos Caruso, foi notificada da decisão judicial que invertia a guarda para o pai e simplesmente desapareceu com a filha.
O que é subtração de incapaz?
É o crime previsto no art. 249 do Código Penal, que consiste em subtrair menor de 18 anos ou interdito do poder de quem tem sua guarda.
O que é alienação parental?
É a interferência de um genitor na formação psicológica da criança para que ela rejeite o outro genitor.
Como denunciar informações sobre o paradeiro de Katherine?
As denúncias podem ser feitas anonimamente pelo telefone 181 (Disque-Denúncia) ou ao 7º Distrito Policial de Santos pelo (13) 3284-3086.
Esta matéria continuará sendo atualizada à medida que novas informações forem disponibilizadas publicamente.