Investigações

Esquema de Venda de Sentenças na Justiça de Varginha

Investigacao sobre a corrupcao na Comarca de Varginha: o controle das familias Bemfica e Rezende sobre o Judiciario local ha mais de cinco decadas.

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O relatório de inteligência aqui transcrito, produzido no auge do regime militar brasileiro, revela uma das mais sofisticadas e duradouras operações de captura institucional já documentadas no país. A Comarca de Varginha, no Sul de Minas Gerais, foi transformada em um “feudo privado” por meio de uma aliança estratégica entre o Juiz Francisco Vani Bemfica e o Deputado Morvan Aloysio Acayaba de Rezende — uma associação que os órgãos de inteligência da época batizaram de “Dupla do Terror” .

O que torna este caso particularmente relevante para a compreensão da história institucional brasileira não é apenas a gravidade das irregularidades documentadas, mas a perpetuação do modelo de poder através das gerações. O esquema de corrupção, nepotismo e captura do Estado que floresceu durante a ditadura militar não foi extirpado com a redemocratização; ele foi modernizado e adaptado, mantendo-se ativo e operante até os dias atuais, agora gerido pelos herdeiros das famílias fundadoras.


1. O Contexto Histórico: A Ditadura Militar e a Oportunidade para a Captura Institucional

O ano de 1964 marcou não apenas o início do regime militar no Brasil, mas também a formalização de um projeto de poder que transformaria a Comarca de Varginha em um laboratório de corrupção institucionalizada. Foi em 26 de fevereiro de 1964, no salão do júri do fórum de Varginha, que um grupo de notáveis locais, liderado pelo então juiz Francisco Vani Bemfica, fundou a Fundação Educacional de Varginha (FUNEVA) , a mantenedora da futura Faculdade de Direito de Varginha (FADIVA).

O regime militar, ao concentrar poder nas mãos de uma elite alinhada ideologicamente, criou o ambiente fértil para que projetos de dominação regional como este pudessem florescer. A Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido de sustentação do regime, serviu como o guarda-chuva político sob o qual a “Dupla do Terror” operou com relativa impunidade. Ambos os protagonistas — o juiz e o deputado — eram figuras proeminentes da ARENA, o que lhes garantia proteção em Brasília e em Belo Horizonte.


2. Perfil Biográfico e Deontológico do Agente Central: Francisco Vani Bemfica

2.1. A Trajetória Institucional

Francisco Vani Bemfica nasceu em Bocaina de Minas, uma pequena cidade da região serrana mineira. Graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais (atual UFMG) em 1952. Sua carreira na magistratura incluiu passagens como Promotor em Bananal (SP), Juiz Municipal em Machado e Pouso Alto, e Juiz de Direito em diversas comarcas, incluindo Campos Gerais, Lima Duarte, Carmo do Rio Claro, Belo Horizonte e, finalmente, Varginha.

2.2. A Chegada a Varginha: Uma Importação Estratégica

A história do “Feudo de Varginha” não começou com um concurso público, mas com um acordo político. Em 1962, o então chefe político da UDN em Varginha, o advogado e futuro deputado Morvan Acayaba, “trouxe” Francisco Vani Bemfica para assumir a comarca.

Bemfica chegou à cidade, segundo relatórios de inteligência, em situação financeira modesta. Sua rápida ascensão — de um juiz que suplementava a renda dando aulas para um proprietário de fazendas e terrenos nobres — despertou a atenção dos órgãos de informação do regime. O prontuário do magistrado revela uma transição deliberada da modéstia financeira para a hegemonia autocrática.

2.3. Análise de Caráter e Patologias Sociais

Relatórios técnicos do Centro de Informações do Exército (CIE) e do Serviço Nacional de Informações (SNI) diagnosticam o investigado como uma personalidade narcisista, megalomaníaca e vaidosa. Classificado como “politiqueiro” por vocação, Bemfica é descrito como um magistrado sem escrúpulos que utiliza a dignidade do cargo como moeda de troca.

Sua vaidade extrema permitiu que fosse sistematicamente “comprado” através de lisonjas e banquetes suntuosos, incluindo um evento oferecido ao Presidente do Tribunal de Justiça após o fechamento de sindicâncias anteriores, visando intimidar a população local e sinalizar proteção superior.

2.4. Ideologia Criminal: A “Sociedade sem Defesa”

O dolo de nível máximo do investigado é fundamentado em sua obra “Curso de Direito Penal” (1969). No capítulo intitulado “Sociedade sem Defesa” , Bemfica desenvolve uma tese onde absolve categoricamente o criminoso e condena o Estado pelos delitos ocorridos.

Esta fundamentação teórica não é meramente acadêmica; serve como o alicerce ideológico para sua atuação prática na venda de decisões judiciais e na desarticulação das garantias estatais, legitimando a impunidade sob um manto de pseudo-ciência jurídica.


3. O Perfil do Aliado Político: Morvan Aloysio Acayaba de Rezende

3.1. A Dinastia Política

Morvan Aloysio Acayaba de Rezende nasceu em Varginha em 12 de agosto de 1932. Filho do agricultor Emílio Rezende Filho e de Maria Alays Acayaba de Rezende, sua linhagem política é antiga: seu bisavô, Coronel José Justiniano de Rezende e Silva, foi Prefeito de Varginha em 1890; seu avô, Matheus Nogueira de Acayaba, foi o primeiro prefeito de Elói Mendes; e seu tio, Domingos Ribeiro de Rezende, foi deputado estadual de 1924 a 1930.

Formou-se em Direito pela Universidade de Minas Gerais, atual UFMG, passando a advogar e a dar aulas. Foi pecuarista e cafeicultor, começando a vida política em 1950 como secretário-geral do diretório municipal da UDN em Varginha. Foi candidato a Deputado Estadual em 1958 e 1962, sendo eleito nesta última ocasião, e posteriormente exerceu o mandato de Senador por Minas Gerais.

3.2. O Poder Incomensurável

Um relatório da Polícia Federal, contido no Processo nº 0042/71/MJ, é categórico ao definir o alcance de seu poder:

“É o político de poder incomensurável, pois que detém em suas mãos os poderes político, administrativo e até judiciário na cidade de Varginha.”

Este mesmo documento oficial não deixa dúvidas sobre sua conexão com o juiz, identificando-o como o seu “maior aliado” . A união entre a autoridade judicial de Bemfica e o poder político de Acayaba formava um escudo quase impenetrável.


4. A Aliança Tripartite: A “Gangue de Varginha”

A captura institucional da comarca era operacionalizada pela denominada “Gangue de Varginha” , uma associação criminosa tripartite composta pelo Juiz Bemfica, pelo advogado e deputado Morvan Acayaba de Rezende, e pelo vereador Rui “Cachacinha”.

4.1. O Eixo Político-Judiciário

Morvan Acayaba foi o arquiteto da presença de Bemfica em Varginha, tendo sido o chefe político que o trouxe de Carmo do Rio Claro em 1963. A relação entre eles era de sócios de fato: o juiz atuava como o principal agenciador de causas para o escritório de Morvan, marginalizando outros advogados e coagindo herdeiros e réus a contratarem o “sócio” sob pena de aniquilação processual.

Depoimentos de Nelson Morais e do Cel. Zoroastro Franco confirmam que Morvan mantinha um índice de vitória de 100% no juízo de Bemfica, neutralizando a advocacia ética na região.

4.2. Fraude Eleitoral e Captura de Mandato

Nas eleições de 1970, o Juiz Bemfica, na qualidade de Juiz Eleitoral, subverteu o processo democrático para garantir a eleição de Morvan. Conforme depoimento da Dra. Stella Silveira Muollo de Paiva, o investigado admitiu escolher mesários “a dedo” , instruindo-os a indicar o número de Morvan para eleitores indecisos ou pouco esclarecidos.

Tal ação garantiu a Morvan imunidade parlamentar, blindando a gangue contra investigações estaduais.


5. O Modus Operandi da Venda de Sentenças e Fraudes Processuais

O fórum local funcionava como um balcão de negócios, onde ritos processuais eram subvertidos para o lucro do trio criminoso.

5.1. Aliciamento em Inventários e Espólios

O investigado intervinha diretamente em inventários de alto valor (Jane Geraldi Foresti, Orlando Fenoci e Vila Pinto), coagindo partes a venderem bens por valores subavaliados ao próprio grupo ou a contratarem Morvan Acayaba.

Em 1972, corria no Cartório do 2º Ofício de Varginha o inventário dos bens do falecido José Bastos de Avelar – 176 hectares de terras férteis. O juiz do processo era Francisco Vani Bemfica. Em 6 de outubro de 1972, o próprio juiz comprou os direitos hereditários por Cr$ 50.000 (equivalente a aproximadamente R$ 500.000 em valores atuais). O advogado que minuta a escritura era Morvan Acayaba de Rezende — uma violação expressa do Código Civil, que proíbe o magistrado de comprar bens de processos sob sua jurisdição.

5.2. Destruição de Provas e Autos

Em Carmo do Rio Claro, o investigado ordenou ao escrivão Eustáquio Figueiredo que rasgasse um Auto de Arrematação após reunião privada com o Padre Mário Araújo Guimarães e o Padre Natal.

Em Varginha, no Caso Edward Toledo vs. Jovino Teixeira, o investigado ordenou a retirada física de folhas dos autos com a anotação manuscrita “Tirar esta folha”, para ocultar sentenças conflitantes.

5.3. Fraude no Tribunal do Júri

No julgamento de réus de interesse do grupo, o investigado tentou inverter a votação dos jurados através do uso de sacolas de votos, manobra impedida apenas pela intervenção do jurado Romeu Galvão Gomes.


6. O Aparelhamento Educacional: FUNEVA e FADIVA como “Cofre da Família”

Se o tribunal era o escudo, a educação era o caixa. A captura da FADIVA e de sua mantenedora, a FUNEVA, ilustra como o ensino superior foi instrumentalizado.

6.1. A Fundação da FUNEVA: A Armadilha Perfeita

Em 26 de fevereiro de 1964, mesmo ano do golpe militar, um grupo se reunia no salão do júri do fórum de Varginha para fundar a Fundação Educacional de Varginha (FUNEVA), declarada como instituição filantrópica sem fins lucrativos.

Os estatutos, um documento aparentemente impecável, escondiam a armadilha perfeita: declarava todos os bens da Fundação como inalienáveis, mas abria uma brecha que permitia venda através de complexa “sub-rogação judicial”. O truque era diabólico: Bemfica seria o presidente vitalício da FUNEVA. Seu amigo, o advogado e futuro deputado Morvan Acayaba de Rezende, estava entre os fundadores.

O círculo se fechava: quem controlava a Fundação controlava a Faculdade. Quem controlava a Faculdade formava os futuros operadores do direito. Quem controlava o fórum, como juiz, dava as sentenças.

6.2. O Cabide de Empregos e o Nepotismo Descarado

A FUNEVA foi descrita em relatórios da Polícia Federal como o “maior cabide de empregos do Estado” . Irmãos do juiz, como Carlos Magno Bemfica, foram colocados em cargos-chave como a tesouraria, garantindo um “blackout” contábil. O próprio deputado Morvan Acayaba recebia um salário da fundação.

Acumulando os cargos de Presidente da Fundação e Orientador Pedagógico, Bemfica contava com o apoio direto de seu irmão, Carlos Magno, garantindo que o controle familiar sobre as finanças fosse absoluto.

6.3. O Grande Golpe Imobiliário

Em operação considerada “crime de estelionato” pelo SNI, o juiz, na qualidade de presidente da FUNEVA, vendeu um terreno da fundação a “laranjas” e, meses depois, o recomprou para seu CPF por um valor 33% menor, lucrando na revenda posterior. A fundação “sem fins lucrativos” bancou a especulação imobiliária de seu principal dirigente.


7. O Regime de Terror: Coação, Ameaças e Atentados à Moral

O controle social era exercido através de uma atmosfera de toxicidade e violência física iminente.

7.1. Violência e Ameaças

Documentam-se ameaças de morte contra o jornalista Mariano Tarciso Campos e contra Vanius de Paiva Silva, a quem o juiz prometeu “dar um tiro”.

7.2. O Caso de Muzambinho

No episódio envolvendo a filha de Alice Macedo Hampe Barbosa, vítima de estupro aos 13 anos, o investigado, em vez de processar os autores, sugeriu a realização de um aborto ilegal, indicando pessoalmente um médico na cidade de Muzambinho para o procedimento, demonstrando total desprezo pela vida e pela legalidade.

7.3. Instrumentalização do SNI

O investigado utilizava o denuncismo como arma, reportando desafetos como o Padre Walmor Zucco às agências de inteligência (SNI e Exército) sob falsas acusações de subversão.


8. A Blindagem Institucional: O Julgamento da Vergonha no TJMG

Quando as denúncias se tornaram impossíveis de ignorar — graças, em parte, à pressão da imprensa e dos relatórios do SNI —, o caso subiu para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) . O que deveria ser uma punição exemplar tornou-se um retrato da corporação protegendo os seus.

8.1. O Julgamento no Pleno do TJMG

Em uma votação apertada e dramática, o Pleno do TJMG decidiu o destino de Bemfica:

VotoNúmero de Desembargadores
Pela Remoção13
Contra a Remoção12

Por falta de quórum qualificado (eram necessários 2/3 dos votos, ou seja, 17 votos), o tribunal falhou em expulsar o magistrado. A “Justiça” institucional lavou as mãos.

8.2. A Aposentadoria Compulsória

Coube ao Ministério da Justiça, diante do escândalo e dos dossiês do Exército, sugerir ao Presidente da República a Aposentadoria Compulsória. Francisco Vani Bemfica foi afastado, mas foi para casa com o salário garantido. A punição foi, na prática, uma premiação.


9. O Legado da Captura: A Metástase da Corrupção

A história do “Feudo de Varginha” não pode ser encarada como um mero episódio isolado do passado. É um exemplo gritante de como instituições vitais podem ser sequestradas e distorcidas por aqueles que deveriam protegê-las.

9.1. A Dinastia Bemfica: A Herança Biológica

A principal característica da continuidade do poder nas famílias Bemfica e Acayaba é a herança biológica. A FUNEVA, controlada pela família Bemfica, tornou-se um verdadeiro “império familiar”, onde o poder de decisão sobre o orçamento, a gestão e a estratégia educacional fica nas mãos de membros da mesma linhagem:

  • Júnia Bemfica Guimarães Cornélio — Presidente da FUNEVA
  • Márcio Vani Bemfica — Vice-Presidente da FUNEVA
  • Álvaro Vani Bemfica — Diretor da FADIVA

9.2. A Herança Operacional: O Conflito de Interesses Estrutural

A dinâmica da “herança operacional” reflete um sistema sofisticado de controle por conflito de interesse. Aloísio Rabêlo de Rezende, filho de Morvan Acayaba, é Promotor de Justiça de Entrância Especial em Varginha e, simultaneamente, professor da FADIVA — uma situação que neutraliza qualquer tipo de fiscalização externa.

9.3. A Metástase da Corrupção

A continuidade do “Feudo de Varginha” é um exemplo claro de metástase institucional, onde a corrupção, inicialmente diagnosticada como uma ameaça à segurança nacional na década de 1970, não foi extirpada, mas apenas modernizada e adaptada ao sistema democrático.

Em 2025, o que emerge é um sistema de justiça e educação em Varginha que foi capturado e transformado em um feudo familiar, onde as alianças históricas entre as famílias Bemfica e Rezende garantem a continuidade do poder, a impunidade e a reprodução de práticas corruptas.


10. Conclusão: O Alerta que Permanece Atual

O caso do “Feudo de Varginha” serve como um alerta contundente sobre os perigos da captura institucional e da perpetuação do poder por meio de estruturas familiares e oligárquicas.

10.1. As Lições para o Presente

  1. A corrupção institucional não é um fenômeno isolado — ela se estrutura, se institucionaliza e se perpetua através de gerações.
  1. A educação pode ser instrumentalizada como veículo de reprodução de poder e lavagem de influência.
  1. O corporativismo institucional — seja no Judiciário, no Ministério Público ou nos Conselhos de Classe — é o principal obstáculo à responsabilização de agentes públicos corruptos.
  1. A impunidade é o combustível da corrupção — quando agentes públicos percebem que podem violar a lei sem consequências, a degradação institucional se torna irreversível.

10.2. A Pergunta que Permanece

Como garantir que a história não se repita? Como impedir que outros feudos — dessa vez talvez mais sofisticados e disfarçados — se formem, perpetuando a impunidade e o descaso com o bem comum?

A resposta não está em fechar os olhos para o que aconteceu, mas em reconhecer que, sem uma fiscalização contínua, sem transparência e sem uma reavaliação profunda das estruturas institucionais, o “Feudo de Varginha” pode surgir em qualquer canto do país, se camuflando sob novas vestes, mas com a mesma podridão de sempre.


Providências Sugeridas (Original de 1975)

  1. Afastamento Compulsório: Interrupção imediata das funções jurisdicionais do magistrado investigado.
  1. Auditoria na FEV: Intervenção administrativa na Fundação Educacional e na Faculdade de Direito para expurgo da rede de nepotismo.
  1. Revisão Processual: Reanálise de todos os processos de inventário e execuções fiscais dos últimos 6 anos conduzidos pelo investigado.
  1. Investigação Patrimonial: Quebra de sigilo e sequestro de bens adquiridos por intermédio de laranjas ou transações subavaliadas.

Referências

Fontes Primárias

  • Arquivo Nacional. Processo MJ-63.480/73 – Investigação sobre Francisco Vani Bemfica e Morvan Acayaba de Rezende.
  • Serviço Nacional de Informações (SNI) . Relatórios sobre a Comarca de Varginha.
  • Departamento de Polícia Federal (DPF) . Processo MJ 0042/71 – Investigação sobre a “Dupla do Terror”.
  • Centro de Informações do Exército (CIE) . Relatórios de 1971 sobre a simbiose entre Bemfica e Acayaba.
  • Corregedoria de Justiça de Minas Gerais. Sindicância sobre o Juiz Francisco Vani Bemfica.

Fontes Secundárias

  • DOSSIÊ PARENTAL. A Dupla do Terror: Anatomia de um Eixo de Poder na Justiça de Varginha.
  • DOSSIÊ PARENTAL. Como um Juiz e um Deputado Construíram um Feudo de Corrupção na Justiça de Varginha.
  • ESCAVADOR. Francisco Vani Bemfica – Perfil profissional e acadêmico.
  • WIKIWAND. Morvan Aloísio Acaiaba de Resende – Biografia.

Processos Judiciais

  • Habeas-Corpus nº 1471 – Tribunal de Alçada de Minas Gerais.
  • Inventário de José Bastos de Avelar – Cartório do 2º Ofício de Varginha.
  • Ação Judicial: Zoroastro Franco de Carvalho Filho vs. Milton de Jesus Pereira – Vara de Varginha.

Este artigo tem caráter informativo e analítico, baseado em documentos públicos, investigações jornalísticas e fontes abertas. Não substitui investigação oficial ou consultoria jurídica especializada.

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